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terça-feira, 2 de novembro de 2010

domingo, 12 de julho de 2009

INFLUENZA A







INFLUENZA A (erroneamente chamada de gripe suína)

O melhor que se pode fazer é reforçar o sistema imunológico através de uma alimentação correta e saudável, no sentido de manipular a imunidade, preparando as células brancas do sangue (neutrófilos) e os linfócitos (células T), as células B e células matadoras naturais.
Essas células B produzem anticorpos importantes que correm para destruir os invasores estranhos, como vírus, bactérias e células de tumores.

As células T controlam inúmeras atividades imunológicas e produzem duas substâncias químicas chamadas Interferon e Interleucina, essenciais ao combate de infecções e de tumores.
Bem vamos ao que interessa, ou seja, quais alimentos são importantes: (estimulam a ação do sistema imunológico e potencializam seu funcionamento).

• Antes de mais nada, tome pelo menos um litro e meio de água por dia, pois os vírus vivem melhor em ambientes secos e manter suas vias aéreas úmidas desestimula os vírus. Não a tome gelada, sempre preferindo água natural e de preferência água mineral de boa qualidade.
• Não tome leite, principalmente se estiver resfriado ou com sinusite, pois produz muito muco e dificulta a cura.
• Use e abuse do Iogurte natural, um excelente alimento do sistema imunológico.
• Coloque bastante cebola na sua alimentação.
• Use e abuse do alho que é excelente para o seu sistema imunológico.
• Coloque na sua alimentação alimentos ricos em caroteno (cenoura, damasco seco, beterraba, batata doce cozida, espinafre cru, couve) e alimentos ricos em zinco (fígado de boi e semente de abóbora).
• Faça uma dieta vegetariana (vegetais e frutas).
• Coloque na sua alimentação salmão, bacalhau e sardinha, excelentes para o seu sistema imunológico.
• O cogumelo Shiitake também é um excelente anti-viral, assim como o chá de gengibre que destrói o vírus da gripe.
• Evite ao máximo alimentos ricos em gordura (deprimem o sistema imunológico), tais como carnes vermelhas e derivados.
• Evite óleo de milho, de girassol ou de soja que são óleos vegetais poli-insaturados.
Importante: mantenha suas mãos sempre bem limpas e use fio dental para limpar os dentes, antes da escovação.


Se achar útil por favor repasse aos seus amigos...

Prof. Dr. Odair Alfredo Gomes
Laboratório Morfofuncional
Faculdade de Medicina - Unaerp
Fone: 36036744 ou 36036795

sábado, 4 de julho de 2009

Mídias na Educação: FORMAS DE TRABALHAR COM TEXTO NO MEIO DIGITAL


As mudanças que as novas tecnologias da escrita imprimem no meio educativo
ofertadas pelo computador e pela Internet .


A possibilidade das novas tecnologias e o advento da internet e sua popularização ampliada trouxeram inúmeras inovações ao fazer educativo e pretendem romper com barreiras tradicionais sobre a forma de se ensinar e as possibilidades de novos jeitos de aprender, ou seja, transpor a forma vertical e hierarquizada do fazer pedagógico, propondo uma interatividade cada vez maior e um poder de comunicação cada vez mais abrangente no contexto escolar.
As novas tecnologias são capazes de introduzir no seio da sala de aula uma relação horizontal entre o professor, o conteúdo socialmente construído e o aluno. O professor é, nesse contexto, muito mais um organizador e mediador na construção do conhecimento e não mais e tão somente um mero transmissor de conteúdos.
Uma vantagem trazida pela inclusão digital às novas formas de ensinar é a leitura não-textual, a visual e a auditiva, por exemplo, bem como uma possibilidade bastante grande de interação do aluno com o texto, fugindo da leitura linear do mesmo e ampliando assim, sua capacidade de compreensão.
Está claro que saber dosar essas inserções tecnológicas na sala de aula, em que oportunidades sua utilização é necessária e de que forma cada competência a ser desenvolvida exige, é tarefa de cada educador. Nenhuma mídia pode substituir o trabalho do professor e sim, servir de instrumento, de ferramenta, como um suporte a mais para estimular a aprendizagem de seus alunos.
A cada dia que passa percebe-se que o avanço tecnológico é notório e em todas as formas de comunicação as mídias estão presentes. A educação não pode fugir disso, porém também não deve ficar à mercê das tecnologias, sob pena de perder sua função social e se marginalizar frente a tantas inovações e transformações.
A escola precisa usar de sabedoria na utilização e inserção tecnológica no processo de informação e construção de conhecimento no interior de suas salas de aula. Tratar as mídias como recurso inovador e não como bicho-de-sete-cabeças ou como salvador da pátria.
Nenhuma das atitudes é acertada. As novas tecnologias precisam estar a serviço do fazer pedagógico e ser ferramenta de estímulo para o trabalho, elemento motivador na interação professor, conhecimento e aluno.
À convivência com o texto impresso os alunos estão acostumados e o advento da era digital exige novas formas de comunicação e produção de escrita e da postura do professor uma atitude de abertura e interesse.
Nessa dimensão, o educador, conhecedor das habilidades de seus alunos e capacitado a estimular o desenvolvimento de competências, precisa promover novas possibilidades de escrita, como novas bases de estrutura. É isso que nossa sociedade centrada na escrita está exigindo. Novas e ousadas atitudes por parte do professor.
O educador, na era de inclusão digital, precisa estar alfabetizado tecnologicamente, habituado com essas mídias a fim de possibilitar a seus alunos novas oportunidades de aprendizagem e, com certeza, muito mais estimulantes para estudantes do terceiro milênio.
A escola que pretende estar inserida em seu contexto precisa se cercar dessas novas tecnologias a que os alunos estão acostumados e que têm interesse cada vez mais crescente nelas. O computador passou a ter uma utilização cotidiana, os alunos acessam em casa, passaram a visitar lan houses, os laboratórios de informática e adquiriram a linguagem própria do mundo virtual.
A escola precisa, porém, ter cautela com a utilização dessas ferramentas para que os alunos não percam o estímulo da produção escrita e sim se apropriem dela como recurso pedagógico, sob a mediação do professor. A escola deve conduzir esse processo da melhor maneira possível, evitando que o foco da aprendizagem não seja descartado.
Ao aluno além das pesquisas, é possibilitado estar em contato com softs, programas, jogos, etc, que podem ser usados em sua aprendizagem. É necessário que padrões sejam determinados quanto à utilização desses meios educativos para que os objetivos traçados previamente sejam alcançados.

terça-feira, 5 de maio de 2009

ESCUTATÓRIA - RUBEN ALVES


Escutatória
Rubem Alves

Sempre vejo anunciados cursos de oratória.
Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar...
Ninguém quer aprender a ouvir.

Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que...
Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.

Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.

Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil
de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos...

Tenho um velho amigo, Jovelino,
que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios:
Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano,
ficam assentados em silêncio...
Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos.

É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir...
São duas as possibilidades:
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava,
eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou.
Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.

Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.

Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

PROEJA - Instituto Federal Farroupilha




terça-feira, 21 de abril de 2009


UMA CORRENTE DIFERENTE!
Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.

As conseqüências seriam as melhores possíveis. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar.

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007

Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os PoderesExecutivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do DistritoFederal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.Parágrafo Único.

As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.

JUSTIFICAÇÃO: No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios. Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.

Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.

O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:

a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.

Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.

Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos. Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.

Senador CRISTOVAM BUARQUE

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Site de correção ortográfica


Nestes tempos de mudanças ortográficas, sempre temos dúvidas.
Para quem quer uma resposta rápida, uma ótima dica é este site em que você digita a frase e ele responde com as novas regras em vigor:
http://ramonpage.com/ortografa/

Foi usada a frase: "As conseqüências do anti-semitismo são desastrosas, uma péssima idéia", como exemplo, e o site me retornou:
"As consequencias do antissemitismo são desastrosas, uma péssima ideia".

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Só de sacanagem

Texto de Elisa Lucinda, na voz de Ana Carolina.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Anjos da Guarda

Vídeo pensado, planejado, editado e realizado

por Thaiana Machado em 2007

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

sábado, 24 de janeiro de 2009

O DIA DO FICO - MARIZA ABREU


A Encenação do "fico"


O ano de 2009 promete: a secretária estadual de Educação, Mariza Abreu, declarou que para o bem geral do povo gaúcho fica no posto. Ufa!
O Rio Grande do Sul não sabe se chora ou se ri. Na dúvida, fará as duas coisas ao mesmo tempo.
Mariza Abreu poderia ter virado um Jânio Quadros, que ameaçou sair para voltar nos braços do povo e acabou desempregado. Virou dom Pedro I. O nosso imperador por empréstimo que de bobo não tinha nada.
O seu "fico", lançado em 9 de janeiro de 1822, nãopassou, segundo muitos historiadores, entre os quais o gaúcho Riopardense de Macedo, de uma encenação.
A frase recitada pelo jovem Pedro fazia parte de uma jogada ensaiada: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". Ficou e, passada a independênciado Brasil, fez tudo errado e da maneira mais autoritária possível. Pedro I ouvia pouco e falava muito. Tratou de se livrar dos que postulavam uma monarquia mais liberal e impôs a sua Constituição.
O "fico" de Pedro I foi dirigido a membros da elite que desejavam a sua permanência no Brasil, contrariando as ordens vindas de Portugal.
Esses formadores de opinião repassaram a frase ao povo. José Clemente Pereira, o mesmo que , 20 anos depois daria todas as condições para Caxias esmagar a RevoluçãoFarroupilha, foi quem orquestrou a situação e conduziu a massa. Mariza Abreu disse que só ficaria se a sociedade lhe desse apoio.
Os comentaristas do diário oficial da província vibraram com a sua permanência e juraram que o tal apoio foi dado.
POR QUEM?

Não se viu um só professor, um só aluno, um só pai ou mãe clamando pelo "fico" da mais nova encarnação de dom Pedro I.

O apoio capaz de manter a secretária no cargo deve ter vindo das encarnações atuais de José Clemente Pereira. Afinal, nos tempos que correm, o magistério é o novo vilão da novela.

Os professores são a Flora do nosso Pedro I. Se não forem controlados, acabará o déficit zero e o final feliz sonhado pelo governo irá para o exílio.

Os atrasados que se imaginam modernos já começaram com o discurso anacrônico da caça às bruxas. O plano milagroso da nossa Pedro I consiste em aumentar a produtividade do magistério sem lhe aumentar ganhos.

Faz sentido. Professor trabalha pouco e ganha muito.

Nada mais fácil do que segurar uma galera sossegada em escolas tranquilas, sempre bem aparelhadas e com todo o tempo do mundo e remunerado para preparar as aulas e corrigir os trabalhos em casa.

É o que eu sempre digo: professor só cria problema.

Tem ainda a questão dos inativos. O ideal para os administradores modernos é desvincular salários de ativos e inativos. Assim, os aposentados podem chafurdar na miséria e na defesagem salarial sem correções paternalistas. Afinal quem mandou não terem poupado uma boa parte dos altos "pró-ventos" auferidos quando estavam em atividade?

Nós professores, somos um bando de preguiçosos, bem pagos e com baixa produtividade. Ameaçamos constantemente o equilíbrio financeiro do Estado. Não damos retorno. Somos investimento a fundo perdido. Quer dizer, não somos investimento.

Ainda bem que dona Pedro I vai nos outorgar uma carta de princípios rigorosa e exemplar.

Nisso tudo, descontados os radicalismos, uma coisa é certa: a imprensa régia ficará com Pedro I até o fim.


(Escrito por Juremir Machado da Silva em sua coluna no Correio do Povo de 13 de janeiro de 2009, terça-feira, página 3.)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Atividades de Leitura e Escrita







ATIVIDADES DE LEITURA E ESCRITA
PARA TODAS AS IDADES

Existem várias coisas no dia a dia que você pode fazer com o seu filho ou com as crianças que você cuida para ajudá-los a desenvolver as habilidades de leitura e escrita.

AS CRIANÇAS PODEM…

¨Escutar e discutir estórias de livros."
¨Compreender que a escrita impressa carrega uma mensagem.'
¨Envolver-se em empreendimentos de leitura e escrita."
¨Identificar rótulos e sinais."
¨Participar em jogos de rimas."
¨Identificar algumas letras e fazer letras de som que combinam."
¨Utilizar letras conhecidas ou aproximações de letras para representar"
"linguagem escrita."


OS PROFESSORES PODEM…

¨Compartilhar livros com as crianças e apresentar modelos de comportamentos de leitura."
¨Falar sobre letras por nome e por sons."
¨Estabelecer um ambiente rico em instrução."
¨Reler as estórias favoritas."
¨Envolver as crianças em jogos de linguagem."
¨Promover atividades de jogos relacionadas com instrução."
¨Estimular as crianças a experimentar com a escrita."

OS PAIS E A FAMÍLIA PODEM…

¨Falar com as crianças, envolvê-las em conversação, dar nomes, mostrar interesse ao que a criança fala."
¨Ler e reler estórias com textos previsíveis."
¨Encorajar as crianças a recontar experiências e descrever idéias e eventos que são importantes para elas."
¨Visitar a biblioteca regularmente."
¨Oferecer oportunidades para as crianças desenharem e escrever utilizando lápis ou giz."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O PARADOXO DE NOSSO TEMPO



O paradoxo de nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mas pavios mais curtos; auto-estradas mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mas temos menos; nós compramos mais, mas desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mas menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mas menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicina, mas menos saúde.
Bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma inadequada, rimos de menos, dirigimos rápido demais, nos irritamos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais diante da TV e raramente oramos.
Multiplicamos nossas posses, mas reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência. Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos. Já fomos à lua e dela voltamos, mas temos dificuldades em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores, mas não coisas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma. Dividimos o átomo, mas não nossos preconceitos.
Escrevemos mais, mas aprendemos menos. Planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a correr contra o tempo, mas não a esperar com paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral. Temos mais comida, mas menos apaziguamento. Construímos computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos menos comunicação. Tivemos avanços na quantidade, mas não em qualidade.
Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; de homens altos e caráter baixo; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra nos lares; temos mais lazer, mas menos diversão; maior variedade de tipos de comida, mas menos nutrição. São dias de duas fontes de renda, mas de mais divórcios; de residências mais belas mas lares quebrados.
São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis, moralidade também descartável, ficadas de uma só noite, corpos acima do peso, e pílulas que fazem de tudo: alegrar, aquietar, matar.
É um tempo em que há muito na vitrine e nada no estoque; um tempo em que a tecnologia pode levar-lhe estas palavras e você pode escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla DEL.
Diante deste cenário, é preciso “repensar” tudo: a vida, os valores, as relações, “ressignificar” a educação, para que possamos fazer a travessia e alcançar a outra margem do rio sem perder a direção.
A propósito disto, conta-se a estória de um barqueiro que, ao atravessar um douto professor, este disse ao barqueiro:
- O senhor estudou Física, Matemática, Filosofia?
- Não senhor, respondeu humildemente o barqueiro.
Ao que o professor retrucou:
- Lamento muito: o senhor perdeu a metade de sua vida!
Durante a travessia, o barco bateu numa rocha e começou a afundar. Foi então que o barqueiro perguntou ao professor:
- O senhor sabe nadar? Ao que o barqueiro respondeu:
- Lamento muito. O senhor acaba de perder toda a sua vida!
Há quem afirme que “todo momento entre duas eras é inerentemente mágico e no mundo mágico as transformações ocorrem porque as consciências se transformam.”
Se é verdade que “cada criança me desperta dois sentimentos: ternura pelo que é e respeito pelo que poderá vir a ser” – frase atribuída ao químico francês Louis Pasteur – então creio que descobrimos a rota segura que nos poderá levar à outra margem, porque não podemos perder nem a metade muito menos a vida toda.
Como educadores, gestamos uma utopia audaciosa, sonhando com uma escola que seja a própria cara da felicidade e ajude cada criança a empinar as pandorgas de suas inocentes utopias; uma escola em que cada aluno seja contagiado pelo prazer de aprender; uma escola que construa, acima de tudo, sentido de vida

(George Carlin)

Criança vê tudo! Dê exemplos!!

domingo, 18 de janeiro de 2009