
domingo, 5 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
Mídias na Educação: FORMAS DE TRABALHAR COM TEXTO NO MEIO DIGITAL

As mudanças que as novas tecnologias da escrita imprimem no meio educativo
ofertadas pelo computador e pela Internet .
A possibilidade das novas tecnologias e o advento da internet e sua popularização ampliada trouxeram inúmeras inovações ao fazer educativo e pretendem romper com barreiras tradicionais sobre a forma de se ensinar e as possibilidades de novos jeitos de aprender, ou seja, transpor a forma vertical e hierarquizada do fazer pedagógico, propondo uma interatividade cada vez maior e um poder de comunicação cada vez mais abrangente no contexto escolar.
As novas tecnologias são capazes de introduzir no seio da sala de aula uma relação horizontal entre o professor, o conteúdo socialmente construído e o aluno. O professor é, nesse contexto, muito mais um organizador e mediador na construção do conhecimento e não mais e tão somente um mero transmissor de conteúdos.
Uma vantagem trazida pela inclusão digital às novas formas de ensinar é a leitura não-textual, a visual e a auditiva, por exemplo, bem como uma possibilidade bastante grande de interação do aluno com o texto, fugindo da leitura linear do mesmo e ampliando assim, sua capacidade de compreensão.
Está claro que saber dosar essas inserções tecnológicas na sala de aula, em que oportunidades sua utilização é necessária e de que forma cada competência a ser desenvolvida exige, é tarefa de cada educador. Nenhuma mídia pode substituir o trabalho do professor e sim, servir de instrumento, de ferramenta, como um suporte a mais para estimular a aprendizagem de seus alunos.
A cada dia que passa percebe-se que o avanço tecnológico é notório e em todas as formas de comunicação as mídias estão presentes. A educação não pode fugir disso, porém também não deve ficar à mercê das tecnologias, sob pena de perder sua função social e se marginalizar frente a tantas inovações e transformações.
A escola precisa usar de sabedoria na utilização e inserção tecnológica no processo de informação e construção de conhecimento no interior de suas salas de aula. Tratar as mídias como recurso inovador e não como bicho-de-sete-cabeças ou como salvador da pátria.
Nenhuma das atitudes é acertada. As novas tecnologias precisam estar a serviço do fazer pedagógico e ser ferramenta de estímulo para o trabalho, elemento motivador na interação professor, conhecimento e aluno.
À convivência com o texto impresso os alunos estão acostumados e o advento da era digital exige novas formas de comunicação e produção de escrita e da postura do professor uma atitude de abertura e interesse.
Nessa dimensão, o educador, conhecedor das habilidades de seus alunos e capacitado a estimular o desenvolvimento de competências, precisa promover novas possibilidades de escrita, como novas bases de estrutura. É isso que nossa sociedade centrada na escrita está exigindo. Novas e ousadas atitudes por parte do professor.
O educador, na era de inclusão digital, precisa estar alfabetizado tecnologicamente, habituado com essas mídias a fim de possibilitar a seus alunos novas oportunidades de aprendizagem e, com certeza, muito mais estimulantes para estudantes do terceiro milênio.
A escola que pretende estar inserida em seu contexto precisa se cercar dessas novas tecnologias a que os alunos estão acostumados e que têm interesse cada vez mais crescente nelas. O computador passou a ter uma utilização cotidiana, os alunos acessam em casa, passaram a visitar lan houses, os laboratórios de informática e adquiriram a linguagem própria do mundo virtual.
A escola precisa, porém, ter cautela com a utilização dessas ferramentas para que os alunos não percam o estímulo da produção escrita e sim se apropriem dela como recurso pedagógico, sob a mediação do professor. A escola deve conduzir esse processo da melhor maneira possível, evitando que o foco da aprendizagem não seja descartado.
Ao aluno além das pesquisas, é possibilitado estar em contato com softs, programas, jogos, etc, que podem ser usados em sua aprendizagem. É necessário que padrões sejam determinados quanto à utilização desses meios educativos para que os objetivos traçados previamente sejam alcançados.
Para brincar!!!
Fixe seus olhos no texto abaixo
e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito:
35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
terça-feira, 5 de maio de 2009
ESCUTATÓRIA - RUBEN ALVES

Escutatória
Rubem Alves
Rubem Alves
Nunca vi anunciado curso de escutatória.
Todo mundo quer aprender a falar...
Ninguém quer aprender a ouvir.
Pensei em oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular.
Escutar é complicado e sutil.
Diz Alberto Caeiro que...
Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores.
É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas.
Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia.
Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade:
A gente não aguenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite...
Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer.
Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor.
Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil
de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos...
Tenho um velho amigo, Jovelino,
que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios:
Contou-me de sua experiência com os índios:
Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano,
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano,
ficam assentados em silêncio...
Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos.
Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas.
Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala.
Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio.
Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos...
Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos.
É preciso tempo para entender o que o outro falou.
Se eu falar logo a seguir...
São duas as possibilidades:
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava,
eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou.
Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo que você falou.
E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos.
E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir.
Fernando Pessoa conhecia a experiência...
E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras.
A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa.
No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia...
Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também.
Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.
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terça-feira, 21 de abril de 2009

UMA CORRENTE DIFERENTE!
Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.
Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.
As conseqüências seriam as melhores possíveis. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar.
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº , DE 2007
Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os PoderesExecutivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do DistritoFederal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.
Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.Parágrafo Único.
As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.
JUSTIFICAÇÃO: No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios. Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais - vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoral.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.
Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos. Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Senador CRISTOVAM BUARQUE
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